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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A fuga do anjo da morte

Confira como foi a fuga do médico nazista Josef Mengele para a América do Sul

Documentos inéditos reconstituem os passos de Josef Mengele na América do Sul e mostram como ele usou a identidade real na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. A morte do carrasco, no litoral paulista, volta a gerar polêmica.

Como exigia a lei no Uruguai, em 1958, um singelo proclama de casamento foi publicado no jornal do povoado de Nova Helvécia, a 120 km de Montevidéu. O oficial Pedro Izacelaya anunciou o nome dos noivos e recomendava: quem soubesse de algum impedimento contra a união deveria denunciá-lo durante os oito dias de divulgação do registro, a contar de 17 de julho.

Casariam-se Marta Maria Will e Josef Mengele. Ela, viúva e dona de casa. Ele, divorciado, médico, nazista e torturador sádico, responsável direto pela morte de ao menos 3 mil pessoas em experimentos bizarros no campo de extermínio de Auschwitz.
Josef Mengele, em 1945. (Imagem: GettyImages)

Ninguém apresentou obstáculos. E Mengele retomou a rotina tranquila de empresário bem-sucedido em Buenos Aires. Até que a Alemanha pedisse a sua extradição, em 1959, o homem que mereceu ser chamado de Anjo da Morte sobreviveu nas barbas de autoridades alemãs, argentinas, uruguaias e paraguaias incólume. E feliz.

Günzburg é um vilarejo ao sul da Alemanha. Parece pintado a mão. Ali, a família Mengele é reverenciada. Em 1907, Karl Mengele comprou uma fábrica de máquinas agrícolas e faria dela uma das maiores da Europa. Sob novos donos, existe ainda hoje, batizada Mengele Agrartechnik. Boa parte dos moradores está empregada lá.

Há 100 anos, em 16 de março, Karl e a esposa, Walburga, tiveram o primeiro de três filhos, Josef. "Karl esperava que o primogênito assumisse os negócios e perpetuasse a dinastia", afirmam Gerald Posner e John Ware em Mengele: The Complete Story (sem edição no Brasil). Mas o ambicioso Josef queria construir a própria fama. "Dizia que todos ainda veriam seu nome na enciclopédia."

O rapaz estudou medicina e antropologia nas universidades de Munique e Frankfurt. Em 1937, já formado, descolou uma vaga no Instituto para Hereditariedade, Biologia e Pureza Racial da Universidade de Frankfurt e filiou-se ao Partido Nazista. No ano seguinte, ingressou na SS, que administrava os campos de extermínio. Casou-se pouco depois com Irene Schoenbein, mãe de seu único filho, Rolf. Entre 1939 e 1942, Mengele lutou no front oriental e recebeu cinco medalhas por bravura.

O emprego que, enfim, o colocaria na enciclopédia veio em 1943: um posto de médico em Birkenau, parte do complexo de Auschwitz, na Polônia. O sempre elegante doutor ganhou o sinal verde para realizar atrocidades "em nome da ciência". Era parte de sua função selecionar os presos recém-chegados. Em segundos, analisava as feições de cada um e mandava-os às fileiras da direita ou da esquerda: trabalho escravo ou a morte. Assim, teria determinado a execução de 200 mil a 400 mil pessoas.

Um terceiro destino era reservado a certos prisioneiros, sobretudo os gêmeos: servir de cobaia em testes cruéis (leia na pág. 36). O jornalista Ben Abraham, 86 anos, lembra-se muito bem daquele homem de macabra imponência. "Mengele liderava a junta médica que fez a seleção do meu grupo. Era o Anjo da Morte mesmo. Ele decidia com um levantar de polegar quem iria para os fornos crematórios e quem seria usado nas experiências. Nunca vou esquecer." Abraham conseguiu escapar e mora no Brasil. Perdeu a mãe ali. Outros sobreviventes recordam como ele, à primeira vista, muito bem educado e galante, "desarmava" suas vítimas.

"Morte" antecipada

Não há consenso sobre onde Mengele viveu logo após o fim da Segunda Guerra. O Exército Vermelho invadiu Auschwitz e libertou 7,6 mil prisioneiros em 27 de janeiro de 1945. Segundo Posner e Ware, pouco antes, o médico foi transferido ao campo de Gross Rosen. Depois, escondeu-se em uma floresta. Chegou a ser capturado pelos aliados, mas, sem ser reconhecido, acabou liberado em agosto de 1945. Embora o nome Mengele constasse na lista de nazistas procurados desde maio, ele foi dado como morto pelos aliados. Passou três anos numa fazenda em Rosenhein, na Bavária, com falsa identidade. Seu medo maior provavelmente era dos soviéticos, que matavam nazistas sem muita burocracia. Em 1948, voltou para Günzburg, decidido a fugir. Outros pesquisadores acreditam que o médico simplesmente abandonou Auschwitz e, à custa de propina paga pela famíla, encontrou abrigo na cidade natal.

Numa rota via Áustria e Itália, o carrasco escapou da Europa, em 1949. Usava um passaporte da Cruz Vermelha em nome de Helmut Gregor. Ele desembarcou em Montevidéu e seguiu para Buenos Aires. Em junho, foi acolhido pelo governo de Juan Domingo Perón, que mantinha, sabidamente, fortes laços com os seguidores de Adolf Hitler.

Nazistas como Adolf Eichmann e Erich Priebke seguiram rotas semelhantes, mas Mengele tinha um diferencial. "Ele sempre viveu como um milionário", diz o historiador argentino Carlos De Nápoli, que investiga a trajetória do carrasco há 30 anos. O médico se amparava na fortuna do pai - multiplicada durante o nazismo graças à mecanização da agricultura e depois na reconstrução do país. Para ajudá-lo, Karl entrou em contato com Jorge Antonio, braço direito de Perón e homem de confiança dos alemães no rio da Prata. Argentino de origem síria, El Turco enriqueceu nos anos 1950 usando seus vínculos com o poder, a ponto de se tornar presidente da filial argentina da Mercedes-Benz e sócio de dezenas de outras empresas. A Mercedes ajudou vários nazistas, a exemplo de Eichmann. Mengele, porém, não precisou de emprego. Criou suas próprias empresas com o dinheiro paterno. Os investimentos foram feitos por meio do empresário alemão radicado na Argentina Roberto Mertig, dono da fábrica de fogões Orbis. Uma das firmas que ele montou foi a Tameba (sigla em espanhol de Oficinas Metalúrgicas de Buenos Aires). "Ele fabricava hastes de torneiras e as vendia para Eichmann, que, nessa época, trabalhava na indústria de sanitários FV, do alemão Franz Viegener", diz De Nápoli. Ele calcula que, enquanto viveu na América do Sul, o doutor alcançou o patrimônio de cerca de 10 milhões de dólares. "É difícil precisar porque ele usava muitos testas de ferro."

O carrasco levava uma vida social "regular" na capital do tango (onde está, curiosamente, a maior comunidade judia da América Latina). A ponto de "fazer parte de um grupo que jogava bridge no qual havia judeus", relata Gerald Astor em Mengele: O Último Nazista. "Ele se sentia tranquilo sabendo que havia uma rede de proteção para si no Estado. E ela continuou mesmo após o golpe contra Perón, em 1955", afirma Sergio Widder, diretor do Centro Simon Wiesenthal.

Identidade revelada

Em 1956, ele abriu um novo negócio, o laboratório Fadrofarm (Fábrica de Drogas Farmacêuticas). E voltou a ser Josef Mengele. Na embaixada alemã, deu o nome e endereço e pediu uma cópia da certidão de nascimento. Com ela, obteve uma cédula de identidade argentina.

O nazista saiu do armário (teve até o nome na lista telefônica) para garantir sua participação na herança da família. A essa altura, seu pai estava à beira da morte e ele precisava recuperar o nome. "Se continuasse como Helmut Gregor, não receberia nada. Assim, o segundo passo foi retomar a identidade", diz De Nápoli. O seguinte seria se casar com a viúva do irmão mais novo, Karl Jr. Sim, Marta Maria era sua cunhada. Chegara à Argentina com o filho, Karl Heinz, em 1956. Como divorciados não podiam se casar no país, Mengele foi com ela ao Uruguai. Com as bênçãos de Karl pai, ambos garantiram que os bens da família não se dispersassem.

O que levou Mengele a se sentir seguro o bastante para viver às claras em Buenos Aires? Além da rede de proteção, pesava o fato de que ele era pouco conhecido. Seu nome não figurou nos julgamentos de 1946, o Tribunal de Nuremberg e o Julgamento dos Médicos, que condenou sete doutores nazistas à morte. A Alemanha Ocidental foi criada em 1949 e começou a buscar Mengele em meados dos anos 1950 - mas lenta e atabalhoadamente.

As autoridades alemãs sabiam do paradeiro do médico desde 1954, quando sua primeira mulher, Irene Schoenbein, se separou dele. Ela se recusou a seguir com ele para a Argentina e formalizou o divórcio. Fiel ao estereótipo de ex-mulher, entregou seu esconderijo. Também o denunciou à Universidade de Frankfurt, que lhe cassou o diploma de médico. "Os documentos provam que o governo alemão sabia exatamente onde Mengele vivia na Argentina: rua Sarmiento, 1875, Buenos Aires", diz De Nápoli. Em 1959, a Alemanha finalmente enviou um pedido de extradição ao país, que só o tornou público em 1960. A partir daí, foi como se os oficiais "descobrissem" o carrasco na capital. "Houve muito encobrimento, já que a embaixada alemã interveio em todo tipo de certificado, até o último momento. E nada disse aos tribunais que o buscavam", afirma o historiador. "Com a Polícia Federal argentina, aconteceu a mesma coisa."

A imprensa internacional também só descobriu o Anjo da Morte (ou Doutor Morte, Açougueiro e Anjo Exterminador, como já foi chamado) nessa época, após Eichmann ser levado da Argentina pelo Mossad, o serviço secreto de Israel, e Mengele ter escapado por pouco. Segundo o ex-agente Rafi Eitan, o governo israelense tomou a decisão de sequestrar um criminoso nazista e levá-lo à Justiça em 1958. Havia quatro possíveis alvos: Mengele, Eichmann, Heinrich Müller (ex-chefe da Gestapo) e Martin Bormann, braço direito de Hitler. O primeiro a ser encontrado foi Eichmann, por isso, o Mossad decidiu se concentrar nele. A análise das datas, contudo, sugere que não foi exatamente o medo dos israelenses que o motivou a sair da Argentina. Mengele deixou o país em 1959, antes da captura de Eichmann, em maio de 1960.

Para onde foi Mengele após deixar a Argentina? A pergunta ainda intriga os pesquisadores. De Nápoli afirma que ele voltou para Günzburg - cita documentos da polícia argentina sobre a autorização que ele solicitou para viajar à Alemanha em 12 de fevereiro de 1959, meses antes da chegada do pedido de extradição. Os papéis revelam que Marta saiu de Buenos Aires em 1960, com o filho, provavelmente depois de se desfazer dos negócios do marido no país. Ela tomou um voo da Swissair de Montevidéu para Zurique e, de lá, poderia ter se reencontrado com Mengele na Bavária.

Conexão Paraguai

Outros pesquisadores, como o argentino Jorge Camarasa, dizem que Mengele viveu no Paraguai para depois se estabelecer no Brasil. Ele teria se instalado em 1960 na cidade de Hohenau, de colonização alemã, com passaporte em que se lia o nome José Mengele. Desde o ano anterior, obtivera a cidadania do governo paraguaio. Vários habitantes de Hohenau relataram a Camarasa ter boas recordações do nazista. "Tive o prazer de ser seu vizinho durante anos", disse o ex-prefeito da cidade, Bonibaldo Junghanns. "Ele se fazia chamar doutor Fischer. Era um homem nobre, que cantava em alemão canções de sua terra." Em entrevista no fim dos anos 1970, o famoso caçador de nazistas Simon Wiesenthal afirmou que ele costumava jogar bocha no Clube Alemão de Assunção, dirigir um Mercedes 280 e navegar um iate pelo rio Paraná. Não há provas disso.

A história oficial diz que Mengele se mudou para o Brasil no fim dos anos 1960. Conseguiu abrigo com Geza e Gitta Stammer, imigrantes húngaros que tinham uma fazenda de café em Nova Europa (SP). Em depoimento à Polícia Federal, em 1985, eles confirmaram que deram guarida ao médico. Na versão de Gitta, Mengele se apresentou como um viajante sem destino certo, sob o nome Peter Hochbichler, que pedia abrigo por alguns dias. Acabaram dando-lhe um emprego.

"Essa história não bate. Mengele calculou muito bem cada mudança e não viria para o Brasil sem que tudo estivesse arranjado", diz Ben Abraham, autor de dois livros sobre o médico. No começo dos anos 1970, Mengele teria se aproximado de outro casal: o ex-cabo do Exército nazista Wolfram Bossert e Liselotte, professora do Colégio Humboldt. Os austríacos moravam no bairro do Brooklin, na capital paulista, onde Mengele teria estado várias vezes. Em 1974, a fazenda dos Stammer foi vendida e ele se mudou para uma casa de dois quartos, duas salas, cozinha e banheiro na estrada do Alvarenga, 5773, perto da represa Billings. Ali, era conhecido pelos empregados como Pedro. "Ele me pagava um bom salário e chegou a me fazer empréstimos algumas vezes", disse Elza Gulpian de Oliveira, que foi sua empregada doméstica, à revista VEJA em 1985. Vivia recluso, ouvia muita música e costumava servir-se de vinho nas refeições. Segundo ela, Pedro falava com carinho de um jovem "sobrinho" que morava na Alemanha. Em 1977, o rapaz hospedou-se com o "tio" por duas semanas. Era seu filho Rolf, segundo ele confirmaria à PF.

Todo esse relato deixa margem para dúvidas. Em 1967, por exemplo, o Brasil extraditou o nazista Franz Paul Stangl para a Alemanha. Por que Mengele decidiu se mudar para cá depois disso? Ex-chefe dos campos de Sobibor e Treblinka, Stangl foi condenado à prisão perpétua. "Mengele tinha aqui uma rede de contatos segura o suficiente para não se intimidar", diz a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da USP. "Tinha um lugar discreto onde viver e não trabalhava, como Stangl, que se expôs demais." É possível também que o carrasco tenha chegado antes ao Brasil ou, ao menos, tenha estado aqui várias vezes para preparar um novo esconderijo. Rafi Eitan alega que o Mossad o localizou em 1962. "Descobrimos seu endereço: uma fazenda perto de São Paulo. Estive lá com minha equipe e um grupo de habitantes locais que o conheciam", disse Eitan. "Não quisemos pegá-lo porque não estávamos suficientemente preparados. E logo depois houve uma troca de governo em Israel. A nova administração decidiu não capturá-lo. Depois disso, ele desapareceu."

Verdade ou conspiração?

Em maio de 1985, a polícia alemã fez uma busca na casa de Hans Sedlmeier, que havia sido procurador da empresa de máquinas dos Mengeles, em Günzburg, e encontrou cartas escritas por Josef e remetidas no Brasil pelos Bosserts. O delegado Romeu Tuma, superintendente da PF, foi informado e interrogou o casal. Eles disseram que encobriram Mengele entre 1970 e 1979. Em fevereiro daquele ano, já com a saúde debilitada, o médico foi a convite deles passear em Bertioga, no litoral paulista... E teria se afogado, talvez, vítima de um derrame. No boletim de ocorrência, o morto é o austríaco Wolfgang Gerhard. Na verdade, esse era o nome do sujeito que apresentou Mengele aos Bosserts. Ele teria usado a identidade do protetor por vários anos. Gerhard morreu em 1978 e está enterrado na Áustria.

A tumba de Mengele, revelaram os Bosserts, estava no cemitério do Rosário, em Embu, Grande São Paulo. Uma equipe de legistas exumou os restos do corpo, em junho de 1985, e concluiu que eram do nazista. Em 1992, um exame de DNA confirmou a descoberta. A análise utilizou uma amostra de sangue de Rolf, filho do carrasco, e foi conduzida pelo geneticista britânico Alec John Jeffreys. Sete anos antes, Rolf dissera não ter percebido no pai, na visita a São Paulo, nenhum sentimento de culpa ou remorso. "Ele jurou que nunca, pessoalmente, machucou ninguém."

Marco Antonio Veronezzi, ex-diretor regional da PF, recorda a expectativa mundial que havia em torno do cadáver achado em Embu. "No início, estranhamos o fato de conhecidos de Mengele aparecerem, anos após a morte, para falar da ossada. Mas os depoimentos eram coerentes e a perícia foi conclusiva", diz. "Com o exame de DNA, não restou dúvida." Hoje, a maioria dos pesquisadores considera o enigma resolvido. "Os estudos sobre Mengele foram sérios", diz o jornalista Uki Goñi, autor de A Verdadeira Odessa. Sérgio Widder, do Centro Wiesenthal, confia no resultado, assim como Rafi Eitan declarou à Folha de S.Paulo.

Ben Abraham sempre duvidou da ossada. Aponta há anos uma série de incongruências, inclusive entre o corpo e a ficha médica do nazista na SS. Para ele, o médico "fabricou" um sósia. "Rolf demorou anos para conceder uma amostra de seu DNA. Tenho informações de que Mengele morreu em 1992, nos Estados Unidos, mas não sei de detalhes."

Para Carlos De Nápoli, a "farsa" dos restos no Brasil foi criada, mais uma vez, para fins econômicos. Ele ainda procura as pegadas do doutor e não arrisca cravar onde e quando ele teria morrido: "A Fadrofarm não foi vendida e seus testas de ferro, Ernest Timmerman e Heinz Truppel, iam até a Alemanha prestar contas. Por isso, entre outros motivos, acredito que ele passou seus últimos dias perto de Günzburg." Rolf, diz o historiador, admitiu em 1985 que a ossada era do pai, já pensando na partilha dos bens do clã. Gerald Astor sustenta que o médico abriu mão de sua parte na herança do patriarca Karl Mengele, mas, de acordo com De Nápoli, trata-se de uma suposição que não se sustenta nos documentos identificados até agora. A empresa de máquinas agrícolas da família foi vendida em 1997.

É fato, de qualquer maneira, que o criminoso, agora centenário, não pagou por suas atrocidades. Seus ossos se encontram em poder do Instituto Médico Legal de São Paulo, em local não revelado para evitar peregrinações de neonazistas. A família nunca requisitou o corpo.

Clique na imagem para ampliar (ilustrações: Murilo Maciel)
Dúvida persistente
Perguntas sem resposta e pontos fracos da história oficial

- Por que a família não pediu de volta os restos de Josef Mengele, uma vez que nada na relação deles indicava sérios problemas?

- Por que Mengele teria escolhido viver no Brasil no fim dos anos 1960?

- A opção não seria temerária, uma vez que o nazista Paul Stangl foi preso aqui e extraditado à Alemanha em 1967, um caso de grande repercussão?

- É realmente válido o testemunho do casal Bossert, que tinha laços com o nazismo, atestando a morte do carrasco em Bertioga e identificando sua tumba em 1985?

- A tumba em que foi enterrado Mengele, no Embu, permaneceu intacta até a exumação, em 1985?
- Se não é do Anjo da Morte, como dizem alguns pesquisadores, de quem seria a ossada?

DESVENDANDO OS SEGREDOS DAS BALAS MENTOS EM COCACOLA DIET

 As balas de Mentos provocam uma pequena revolução na garrafa: em contato com o refri, as balas aumentam a quantidade de gás e provocam o surgimento de bolhas grandes, que tendem a escapar na forma de um jato explosivo. Vale dizer que, como se trata de um fenômeno recente, as explicações científicas variam e não há consenso entre os estudiosos sobre as causas do jato. Para explicar a explosão, ouvimos um químico e um físico, que concordam em um ponto: o equilíbrio entre o gás e o líquido nos refrigerantes é facilmente quebrável. "Se você pegar um pedaço de gelo e jogar na Coca, também vão se formar bolhas em torno dele. Qualquer coisa que quebre a homogeneidade do sistema gás-líquido provoca uma saída de gás", diz o químico João Usberco. Mas por que só com o Mentos a coisa bomba pra valer? Mais densa que o refri, a bala vai direto para o fundo da garrafa quando jogada lá dentro. Além disso, o Mentos tem ácido cítrico - o mesmo do limão -, que tende a aumentar a formação de gás carbônico. Outro fator é a superfície irregular da bala - vista pelo microscópio, ela apresenta buracos minúsculos. E, quanto mais irregular uma superfície, maior a tendência de provocar bolhas. E a Coca Light, apesar de ter se consagrado na internet como o refri ideal para essa bomba nojenta, não é a única bebida que provoca o jato. Nossa experiência com guaraná e soda também deu certo, mas a Fanta deixou a desejar... Na teoria, isso pode acontecer com qualquer refrigerante, especialmente nos diet e light. Por ser mais denso por causa do açúcar, o refrigerante normal retém a expansão do gás carbônico. No refri diet, que não leva açúcar na fórmula, as bolhas têm mais liberdade para se movimentar.

templários tudo sobre os "cavaleiros de cristo"

No dia 18 de março de 1314, Paris amanheceu nervosa. Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem dos Templários, iria para a fogueira. O condenado à morte pediu duas coisas: que atassem suas mãos juntas ao peito, em posição de oração, e que estivesse voltado para a Catedral de Notre Dame. No caminho, parou e fitou os dois homens que o haviam condenado: o rei Filipe, o Belo, e o papa Clemente 5º. Rogou-lhes uma praga: “Antes que decorra um ano, eu os convoco a comparecer perante o tribunal de Deus. Malditos!” Depois disso, calou-se e foi queimado vivo.
As chamas que consumiram De Molay também terminaram com uma época, da qual o grão-mestre foi o derradeiro símbolo: a das grandes sociedades secretas da Idade Média. Nenhuma foi tão poderosa quanto a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão – nome completo dos templários. “Enquanto o clero e a nobreza se engalfinhavam na luta pelo poder, os templários, sem dever obediência senão ao papa, desfrutavam de uma independência sem par”, diz o historiador britânico Malcolm Barber, autor de A History of the Order of the Temple (“Uma História da Ordem do Templo”, inédito no Brasil).
TROPA DE ELITE
A ordem foi fundada em Jerusalém, no ano de 1119. Seu propósito era dar proteção aos peregrinos cristãos na Terra Santa. A cidade tinha sido conquistada pelos cruzados em 1099, mas chegar até lá continuava sendo um problemão. Ela era praticamente uma ilha, cercada de muçulmanos por todos os lados. A solução, proposta pelo cavaleiro francês Hugo de Payns, agradou ao rei de Jerusalém, Balduíno 2º: criar uma força militar subordinada à Igreja. A idéia era inédita. Até então, existiam monges de um lado e cavaleiros de outro.
“Payns inventou uma nova figura, a do monge-cavaleiro”, diz Marion Melville, autora de La Vida Secreta de los Templarios (sem tradução para português). O exército seria formado por frades bons de espada, que fariam, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, um quarto juramento: o de defender os lugares sagrados da cristandade e, se necessário, liquidar os infiéis. Balduíno alojou-os no local onde outrora fora construído o mítico Templo de Salomão. Daí o nome do grupo: templários.
Em 1129, a ordem recebeu aprovação do papa no Concílio de Troyes. Em 1139, veio a consagração definitiva: uma nova bula papal isentava os templários da obediência às leis locais. Eles ficariam submetidos, dali em diante, somente ao sumo pontífice. Os Cavaleiros do Templo admitiam excomungados em suas igrejas (o que era uma senhora blasfêmia para a mentalidade religiosa da época). Certa vez, um grupo de templários interrompeu, entre risos e com uma revoada de flechas, uma missa na Basílica de Jerusalém. O padre era de outra ordem, a dos Hospitalários, e entre as duas havia uma rixa histórica. “Apesar da bravura reconhecida, os templários muitas vezes foram censurados por seu orgulho e arrogância”, afirma o historiador francês Alain Demurger no livro Os Templários: Uma Cavalaria Cristã na Idade Média.
Os Cavaleiros do Templo, também, eram proibidos de se confessar a outros que não fossem os capelães templários. Igualmente, o livro da Regra – que tinha sido escrita por ninguém menos que são Bernardo de Claraval – era restrito ao alto escalão da ordem (leia mais na pág. 27). Os outros tinham de sabê-la de cor. Era uma forma de preservá-la, caso caísse em mãos erradas. Porém, entre cochichos, se especulava que a Regra continha artigos secretos cifrados, cuja interpretação dava posse de conhecimentos esotéricos, como a fonte da juventude ou a transmutação de metais. Com o crescimento da ordem, os templários não pararam mais de receber doações, e em pouco tempo estavam administrando uma gigantesca fortuna espalhada por toda a Europa, composta de peças de ouro, prata, castelos, fortalezas, moinhos, videiras, pastos e terras aráveis. O grupo emitia cartas de crédito: o peregrino à Terra Santa depositava uma determinada soma na Europa, que podia ser resgatada quando chegasse a Jerusalém. “O Templo de Londres foi chamado de precursor medieval do Banco da Inglaterra”, escreve o historiador britânico Edward Burman no livro Templários: Os Cavaleiros de Deus. Isso fez crescer o olho de muitos novos adeptos.
O teólogo inglês João de Salisbury, em 1179, se perguntava se os cavaleiros não tinham cedido às ambições terrenas. Essa suspeita se tornou certeza em diversos casos. Em 1291, a viúva de um nobre templário foi expulsa de sua propriedade na Escócia pelo chefe da ordem no país, Brian de Jay. Segundo o contrato firmado pelo marido, a posse das terras voltaria à família depois de seu falecimento. Maliciosamente, Brian recusou-se a devolvê-las. E o pior: ordenou que seus homens arrombassem a casa da viúva. Como ela se agarrou à porta, em completo desespero, teve os dedos decepados pela espada de um cavaleiro.
Enquanto os templários seguraram as pontas na Palestina, todos fizeram vista grossa aos seus desmandos. Porém, quando o jogo na Terra Santa virou, e os muçulmanos gradualmente reconquistaram a região – processo que culminou com a expulsão dos cristãos do solo sagrado em 1303 –, a animosidade contra a ordem explodiu. “A expulsão foi particularmente séria para os templários, cujo prestígio e função se identificavam com a defesa dos lugares da vida, morte e ressurreição de Cristo”, diz Malcolm Barber. Na Alemanha, “beber como um templário” virou sinônimo de bebedeiras, e “Tempelhaus” (a Casa do Templo), lugar de farra e até prostituição.
OSSOS EXPOSTOS
A ressaca pela perda da Terra Santa, porém, não foi o fundo do poço para os templários. A aliança com o papa, que se mostrava tão útil desde o século 12, revelou-se uma faca de dois gumes. Em 1305, o novo sumo pontífice, Clemente 5º, se tornou aliado do rei da França, Filipe, o Belo. E os dois conspiraram para a destruição da Ordem do Templo. “O rei precisava de dinheiro para financiar seu aparato bélico”, diz Edward Burman. Em 1306, Filipe desvalorizou a moeda francesa. Os parisienses ficaram furiosos e saquearam a cidade. A coisa foi tão feia que Filipe, ironicamente, teve de se ocultar numa fortaleza dos templários nos arredores de Paris. Lá, bem sob seus olhos, jazia a resposta para as suas orações: sacos e sacos de moedas de ouro.
No dia 13 de outubro de 1307, uma operação sigilosa da guarda de Filipe deteve e encarcerou boa parte dos templários da França. As acusações eram pesadas e seguiam os moldes dos processos inquisitoriais daquela época: rejeição da cruz e de Jesus Cristo, beijos obscenos, sodomia e idolatria do Diabo (leia mais nas págs. 26 e 27). A tortura foi legitimada pelo rei. Os interrogatórios eram brutais: o cavaleiro Bernardo Vado, por exemplo, teve os pés tão queimados que seus ossos acabaram expostos.
Em março de 1312, no Concílio de Vienne, o papa extinguiu a ordem. A pá de cal foi a execução de Jacques de Molay, o último grão-mestre dos templários. Os monges-guerreiros que sobreviveram se mantiveram fiéis à Igreja, vivendo no anonimato. Um detalhe curioso e mórbido: a praga rogada por Jacques pegou. Clemente morreu 42 dias depois de De Molay, e Filipe bateu as botas em 29 de novembro daquele mesmo ano. Terminava assim a história dos cavaleiros de Cristo. Terminava? Bem... ainda não.
Depois da blitz aos templários engendrada por Filipe, o Belo, alguns frades teriam reconstruído secretamente a ordem. E dezenas de sociedades secretas posteriores seriam filhotes do movimento. Será que isso é verdade? Quando fizeram essa pergunta ao historiador Malcolm Barber, ele apenas sorriu e respondeu com ironia: “Como escreveu Umberto Eco em O Pêndulo de Foucault, ‘os templários sempre estão por trás de tudo’ ”.

Mitos e lendas

As histórias mais fantásticas envolvendo os templários
SANTO GRAAL
A Ordem do Templo teria sido fundada pelo Priorado do Sião e guardou o segredo da filha bastarda de Jesus Cristo. “Isso é uma invenção do anti-semita Pierre Plantard, em 1956”, afirma o historiador italiano Massimo Introvigne.
ARCA PERDIDA
Os templários supostamente escavaram o Templo de Salomão e encontraram a Arca da Aliança. E ainda teriam descoberto os segredos dos primeiros maçons. “É tudo fantasia”, garante o especialista Alain Demurger.
TESOUROS DO TEMPLO
O Manuscrito Copper, encontrado na região do mar Morto, revelaria a localização dos tesouros do Templo de Salomão e teria sido descoberto pelos templários. “É lenda”, diz o historiador Kenneth Zuckerman.
MALDIÇÃO DE MOLAY
A praga rogada por Jacques de Molay foi fulminante, matando o papa Clemente 5º e o rei Filipe, o Belo. Segundo algumas fontes, Clemente na verdade morreu de câncer, enquanto Filipe foi vítima de um derrame cerebral.
SEXTA-FEIRA 13
A crença de que a “sexta-feira 13” é um dia de azar teria surgido em 13 de outubro de 1307, data na qual ocorreu a prisão dos templários na França. Nada a ver. A primeira menção à “sexta-feira 13” é recente, de 1898.

Para saber mais

• Os Templários: Uma Cavalaria Cristã na Idade Média
Alain Demurger, Difel, 2007.
• Templários: Os Cavaleiros de Deus
Edward Burman, Nova Era, 1997.

Por dentro da ordem do templo

QUEM ERA QUEM
Os homens que defenderam Jerusalém em nome de Cristo.
Pader
Os membros combatentes da ordem, apesar de sua formação de monge, eram quase sempre analfabetos e com pouco conhecimento de teologia ou das Escrituras. Por isso, as missas, confissões e outras cerimônias religiosas eram presididas por padres que viviam nos estabelecimentos templários.
Cavaleiro
Geralmente de origem nobre, era o membro da ordem por excelência: tanto um guerreiro experiente, treinado para combater a cavalo com armadura pesada, quanto um monge ordenado, com votos de pobreza, obediência e castidade. Os cavaleiros templários nunca foram mais do que 10% dos integrantes.
Soldado
Os templários também recrutavam soldados leigos, que não eram monges e, na Terra Santa, podiam até ser cristãos de origem síria. Nenhum deles era obrigado a seguir os votos de castidade dos cavaleiros – alguns, inclusive, eram casados. Havia também irmãos leigos que realizavam tarefas domésticas.
ENTRE O BEM E O MAL
A história dos templários está associada a santos e demônios.
SANTO
São Bernardo foi o melhor amigo dos templários. Afinal, nos primórdios da ordem, eram muitos os que achavam que matar infiéis não era algo muito cristão. Ao publicar a defesa doutrinal do grupo, em 1135, Bernardo convenceu a todos da necessidade de fazer justiça pela espada. Sobrinho de um membro da ordem, foi cavaleiro antes de seguir carreira religiosa. Morreu em 1153 e virou santo 20 anos mais tarde.
DEMÔNIO
Um dos símbolos mais enigmáticos associados aos templários é o de Baphomet. “O nome vem de Maomé”, diz o historiador Malcolm Barber. Seria a encarnação do Diabo. Para outros estudiosos, contudo, representaria os santos dos primórdios da Igreja. Na Idade Média, prevaleceu a versão mais sinistra. Os templários empregariam a figura em seus ritos. Mas tudo não passa de uma lenda, jamais comprovada.
INFÂMIA SECULAR
A insígnia da Ordem do Templo – dois cavaleiros dividindo a mesma sela – acabou sendo usada para difamar os templários, acusados de homossexualidade e outras práticas mundanas nos anos finais da cavalaria. Na verdade, o emblema simbolizava humildade: a pobreza não permitiria uma montaria para cada cavaleiro.
FOLHA CORRIDA
Fundação: 1119, em Jerusalém.
Fundador: Hugo de Payns.
Integrantes: aproximadamente 15 mil homens no início do século 13.
Patrimônio: 9 mil propriedades espalhadas pela Europa no século 13 (US$ 160 bilhões em valores atuais*).
Extinção: 3 de abril de 1312.
* Cálculo da Associação do Templo de Cristo.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

tudo sobre a deep web



Um dos maiores mistérios da internet é a Deep Web. Dizem que seu conteúdo é misterioso, perigoso e completamente sem limites. A maioria que fala sobre ela, na verdade, nunca acessou e nem sabe como fazer. O fato é que essa parte da internet existe sim e acredite se quiser, mas é muito maior do que a internet que conhecemos e acessamos todos os dias. A Deep Web é realmente o lado obscuro da internet, nela, são encontradas informações e transações bizarras e ilícitas como conteúdos nazistas, pedofilia, compra e venda de drogas e muitas outras coisas que, com certeza, vocês não querem saber.Na Deep Web todo conteúdo é criptografado e toda página lá existente não é indexada por uma questão de privacidade. Ou seja, tornam-se invisíveis para quaisquer ferramentas de busca (Google, Bing, Yahoo e outros). Podemos fazer uma analogia de comparação entre a Web e a Deep Web. A primeira seria como a ponta de um iceberg, as ferramentas de busca seriam barcos e a Deep Web a parte submersa do iceberg, sendo a parte submersa equivalente a 90% desse iceberg.  A Deep Web existe devido a uma deficiência da “ponta desse iceberg”: o uso abusivo como meio comercial da mesma. Empresas de buscas online, por exemplo, exploram a falta de privacidade dos usuários -quando estes fazem uma busca, uma transação financeira ou envia um e-mail- para coletar dados e fazer os anúncios de produtos.Claro que existe o lado bom deste território ”sem lei”. O grupo Anonymous, por exemplo, não é conivente com a ilegalidade que lá existe. Eles detectaram casos de pedofilia com envolvimento de mais de 1600 usuários e entregaram todos os envolvidos para a polícia.
Para entender como funciona a Deep Web é importante saber que a Web se divide em camadas. Estas camadas são diferenciadas pela segurança no acesso que vai de uma eventual autenticação de usuário e senha, até criptografia em nível de hardware. Tais camadas são:
CAMADA 1 – COMMON WEB
É o topo do iceberg. Tudo que se acessa e que é exibido nos motores de busca.
CAMADA 2 – SURFACE WEB
Não é a parte mais profunda da Deep Web. Possui conteúdo erótico e banco de dados de sites comuns. São fáceis de serem acessados.
CAMADA 3 – BERGIE WEB
É a camada onde um usuário comum consegue acessar sem conhecimentos de programação. Basicamente é até onde as ferramentas de busca acessam.
CAMADA 4 – DEEP WEB
É o meio do iceberg. A partir daqui o acesso se dá somente através de Proxy. Aqui ficam informações que a maioria de nós pensava que não existia na internet, como por exemplo, artigos sobre vírus, conteúdo adulto ilegal, manuais de suicídio, etc.
CAMADA 5 – CHARTER WEB
Aqui é onde fica a verdadeira Deep Web. É necessário ter conhecimento sobre Proxy e os navegadores próprios para o uso da camada.CAMADA 6 – MARIANA’S WEB
É onde começa a “mitologia virtual”. Aqui se pode (hipoteticamente) encontrar teorias da conspiração, experimentos físicos e termonucleares, experimentos de clonagens, algoritmos geométricos, redes de assassinos, construção de supercomputadores e uma infinidade de informações similares a filmes de ficção.
CAMADA 7 – NÃO DENOMINADA
Entre a sexta, sétima e oitava camadas não há alterações significativas.
CAMADA 8 – THE FOG/VIRUS SOUP
Pode se denominar como um “campo de batalha”, onde verdadeiros hackers que tem conhecimentos físicos, quânticos, entre outros elementos da física. É onde todos tentam entrar para a próxima e última camada.ÚLTIMA CAMADA – THE PRIMARCH SYSTEM
A última camada, além de difícil de se alcançar, todos que nela entram ou tentam entrar impedem os outros de entrarem. A última camada é protegida e separada por uma trava que é virtualmente impossível de ser quebrada pelos nossos computadores. Há rumores que na verdade a oitava camada não existe e pouco se sabe sobre ela.
Apesar de ser considerado um território de grande liberdade e diversidade, a Deep Web é constantemente monitorada pela policia federal, Interpol, governos e a CIA. Para acessá-la requer bons conhecimentos em segurança da informação, além de ser extremamente importante ter um antivírus atualizado e eficiente e um bom firewall. É importante para quem entra na Deep Web ter muito cuidado ao acessar certos conteúdos ou até trocar mensagens com outros internautas, você poderá ser rastreado e ter autoridades em sua busca.
deep web o lado macabro da internete
uma das muitas fotos macabras da deep web